Projeto de ciclovia | Infraestrutura Urbana

Transporte

Projeto de ciclovia

Com 51 km de extensão de vias quase totalmente interligadas, malha cicloviária de Aracaju ostenta o posto de uma das mais bem estruturadas do País. Veja detalhes do projeto, o orçamento detalhado das obras e as soluções de construção e contratação

Por Lilian Burgardt
Edição 1 - Novembro/2010
Divulgacao: SMTT

Uma capital de pequeno porte construída quase que totalmente em terreno plano, e com um fluxo intenso de bicicletas. Essas foram as características que motivaram a prefeitura de Aracaju, em Sergipe, a colocar a cidade no mapa brasileiro das maiores e mais bem estruturadas ciclovias do Brasil. Desde 2001, quando começaram os primeiros investimentos em corredores para tráfego de ciclistas no munícipio, cerca de R$ 11 milhões já foram investidos, com recursos despendidos integralmente pela prefeitura local.

 

Resultado: hoje Aracaju se desenvolve economicamente de bicicleta e possui a maior malha cicloviária do Nordeste e a terceira do País. De acordo com Fabrício Lacerda, coordenador de ciclomobilidade da SMTT (Superintendência de Transporte e Trânsito), a capital sergipana conta com 51 km de ciclovias implantadas e em funcionamento, atendendo uma média de 40 mil ciclistas. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cidade possui 520.303 mil habitantes em seus 181, 8 km².

 

As obras de expansão de ciclovias começaram efetivamente em 2004; até então a prefeitura mantinha não mais do que 12 km de vias para ciclistas e, ainda assim, sem sinalização. “Com a concepção do novo projeto começamos a implantar a ciclovia nos principais corredores e também sinalização adequada onde não havia”, lembra Sheila Thereza Vieira Santos, assessora técnica especial da diretoria de planejamento da SMTT.

 

Projeto

 

O projeto cicloviário de Aracaju pressupôs a inserção das ciclovias não só em vias reservadas para o lazer e esporte, mas também em meio ao trânsito pesado do dia-a-dia. Isso porque o transporte via bicicletas, embora não infraestruturado, já era, mesmo antes da implantação do projeto, uma opção real de locomoção dos trabalhadores na capital sergipana. Prova disso é que até 2004 o trânsito no horário de pico (encerramento do expediente) era marcado por um tráfego intenso de bicicletas em conjunto a automóveis. “Precisávamos oferecer segurança para quem já era usuário desse meio de transporte, já que o risco para o ciclista era muito evidente. A implantação da ciclovia mudou a cara das avenidas, estabelecendo espaço de cada um”, explica Sheila.

 

 


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