Usina Santo Antônio | Infraestrutura Urbana

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Usina Santo Antônio

Hidrelétrica construída às margens do Rio Madeira, em Rondônia, terá as maiores turbinas bulbo do mundo.Conheça detalhes das inovações tecnológicas e construtivas do empreendimento

Por Luciana Tamaki
Edição 1 - Novembro/2010

O vertedouro principal da Usina Santo Antônio, com 15 vãos, deve ficar pronto antes da época de seca em meados do ano que vem, para receber o desvio do rio Madeira

 

Na região Norte do Brasil, a Bacia Amazônica, a maior bacia hidrográfica do planeta, será fonte de três novas usinas hidrelétricas: Belo Monte, no rio Xingu (PA), e Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira (RO). Santo Antônio, localizada a cerca de 10 km de Porto Velho, deve entrar em operação em dezembro de 2011, sendo totalmente concluída em 2015. Os números denotam a grandeza do empreendimento:

 

investimento estimado: R$ 14,5 bilhões
potência instalada: 3.150,4 MW
energia assegurada: 2,2 mil MW
produção: 19,5 milhões MWh por ano
área alagada do reservatório: 240 km²
total de concreto consumido: 3,2 milhões m³
total de aço utilizado: 138 mil t
número de operários no pico da obra: 12,5 mil (sendo 85% de RO)
quantidade de mulheres: 10%

 

Outra característica marcante de Santo Antônio é sua baixa queda, de 25 m. "O rio Madeira é muito caudaloso e percorre uma área muito plana", conta Leonargo Borgatti, gerente de administração contratual e comercial do CSAC (Consórcio Santo Antônio Civil), formado pelas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez.

 

Estruturas da UHE

 

A turbina escolhida, do tipo bulbo, posiciona-se horizontalmente e é movida com a vazão do rio, sem necessidade de grandes desníveis. As turbinas usadas na UHE Santo Antônio, 44 no total, serão as maiores do tipo no mundo. Cada uma é capaz de escoar 600 m³/s de água, com capacidade de geração de 72 MW.

 

Por conta dessa técnica, não é necessário um grande reservatório de água, o que diminui a área alagada, que será de 240 km². Segundo o Consórcio CSAC, a calha natural do rio Madeira em períodos de cheia é de aproximadamente 164 km², o que confere um índice de área inundada por megawatt de capacidade instalada de 0,09.

 

Os vertedouros, por meio das comportas, escoam a vazão não turbinada do rio. Quando ele está mais seco, as comportas se fecham, e toda a água corre pelas Casas de Força. Quando, ao contrário, ele está muito cheio, é preciso escoar o excesso de água. O vertedouro da Usina Santo Antônio foi projetado para uma vazão que só ocorre uma vez a cada dez mil anos: 84 mil m³/s. O rio Madeira tem vazão de 4 mil m³/s na seca e 40 mil m³/s na cheia.

 

Informações básicas da usina

 

Tipo de barragem: é curta, tem em torno de 813 mil m³. Sua seção é mista, com núcleo de argila e proteção em enrocamento

 

Tipo de vertedouro: de superfície, operado com comportas de segmento


Casa de comando: um edifício de três andares que opera as Casas de Força e os vertedouros por meio do sistema digital de supervisão e controle (SDSC)

 

Tipo de turbina: bulbo. Cada uma tem potência de 72 MW

 


Conduto forçado: não tem, pois a Casa de Força é junta à tomada d'água

 


Acessos principais: estão sendo asfaltados na margem direita a partir da BR 364. Cerca de 50 km de acessos provisórios

 

Subestação: a 13 km da obra. Fará a interligação das usinas de Jirau e Santo Antônio com o SIN (Sistema Integrado Nacional)

 


Canteiro de obras: instalações industriais que apoiam o trabalho de campo, como central de carpintaria, centrais de armação de beneficiamento de aço, centrais de britagem, centrais de concreto, estações de tratamento de água, alojamentos, escritórios administrativos, redes de suprimento de energia elétrica, de água industrial e potável etc.

 


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