Superporto do Açu | Infraestrutura Urbana

Transporte

Superporto do Açu

Ponte com estacas metálicas de até 96 m, bombeamento de areia marítima para aterro hidráulico e quebra-mares com pré-moldados são os principais serviços de engenharia executados atualmente naquele que será o maior porto da América Latina

Por Olívia Bandeira
Edição 12 - Dezembro/2011

Na paisagem da tranquila São João da Barra, localizada no norte do Estado do Rio de Janeiro, às margens do rio Paraíba do Sul e próxima à bacia petrolífera de Campos, está sendo construído o Complexo Industrial do Superporto do Açu. Nas palavras da empresa, "o maior empreendimento porto-indústria da América Latina" e que será "um dos três maiores complexos portuários do mundo" ao movimentar um mínimo de 350 milhões de toneladas por ano, atrás apenas dos portos de Roterdã (Holanda) e de Xangai (China).

O megaempreendimento vai mudar não só a paisagem como a densidade demográfica, a economia e provavelmente o modo de vida da cidade nos próximos anos: as obras começaram em outubro de 2007 e se prolongam até 2024. Se hoje São João da Barra tem menos de 30 mil habitantes, o cálculo é que, em 2025, com o superporto funcionando plenamente, o município tenha cerca de 250 mil habitantes, mais de oito vezes o número atual.

Estima-se que o complexo criará 50 mil empregos em suas diversas atividades previstas: usinas siderúrgicas, polo metal-mecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras, usina termoelétrica, indústrias de tecnologia da informação, montadora, indústrias de autopeças, área de lazer com shopping e hotéis e até mesmo condomínios residenciais.

O investimento ultrapassa a marca dos US$ 40 bilhões. O valor investido pela LLX é de R$ 3,4 bilhões (25% de capital próprio e 75% de dívida, com financiamento do BNDES e de outros bancos), em obras como os dois terminais do porto e a unidade de tratamento de petróleo. O restante virá das empresas e indústrias que se instalarem no complexo, que ocupará uma área de 9 mil hectares. No total, a LLX já possui 70 memorandos de entendimento assinados com empresas que querem se instalar no superporto ou movimentar cargas.

Muito falta ainda para o término da obra. Mas no final deste ano, o porto já começa a operar. Nas próximas páginas, veja detalhes das áreas já concluídas e o que está em construção.

Divulgação: LLXPrincipais serviços no Superporto do Açu

Ponte de acesso aos píeres: 2,9 km de extensão com 26,5 m de largura e 160 vãos
Estacas na ponte: 934 estacas. Enfileiradas, têm 38,4 km - o equivalente a mais de três pontes Rio-Niterói
Concreto armado: 100 mil m³ de concreto utilizados na construção da ponte e do píer dedicado a minério de ferro
Aço: 16 mil t de aço utilizadas na construção da ponte e do píer dedicado a minério de ferro
Píer de rebocadores: 188 m (19 vãos, com 9 m cada)
Píer de minérios: 443,6 m de comprimento, 23 m de largura, 45 eixos com seis estacas por eixo e 45 vãos
Quantidade de Core-LocT: 13.284, com 9 t a 12 t cada
Blocos de rocha para o quebra-mar: 312.232 m³ rochas extraídas de pedreira própria da LLX
Quebra-mar do TX1: 2.225 m de comprimento - 925 m no sentido Leste-Oeste e 1.300 m no sentido Norte-Sul
Estrada de acesso: investimento de mais de R$ 60 milhões. A RJ-240 foi pavimentada e sinalizada em 25 km

Obras em andamento
O Superporto do Açu será composto por dois conjuntos de terminais (onshore e offshore) que juntos totalizam 17 km de cais e 30 berços de atracação. O TX1, em construção, é o conjunto de terminais offshore e contará com um cais de 3,6 km, com ponte de 3 km, nove berços de atracação, sendo quatro dedicados à movimentação de até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e cinco dedicados à circulação de até dois milhões de barris de petróleo por dia.


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