Marginal vira túnel na Espanha | Infraestrutura Urbana

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Marginal vira túnel na Espanha

Após enterrar vias expressas ao longo do rio Manzanares, capital espanhola cria extenso parque linear capaz de integrar bairros e resgatar a história da cidade

Por Eliane Barros
Edição 14 - Dezembro/2011


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Em alguns trechos, foi usado o método NATM e diversas soluções para driblar fundações de pontes históricas e reforçá-las


O projeto adotou o sistema de irrigação por gotas, automatizado e centralizando, com programação por controle remoto, capaz de ajustar, com exatidão e em todos os meses, as doses de água para cada planta. Tal sistema permite uma economia de até 35% de água.

Parte da proposta de melhorar a conexão entre as duas margens do rio, o projeto reabilitou, ainda, as sete represas (numeradas de três a nove) que controlam o regime hidráulico do Manzanares, com a instalação de tablados de aço e madeira. "Elas foram recuperadas e modificadas para incorporar passagens de pedestres e se ligam à rede de conexões transversais entre as duas margens do rio", afirma Molina.

E o rio volta a respirar
Dentro da proposta de recuperação do rio e seu entorno, o soterramento do arco Oeste da M-30 representou uma oportunidade para renovar o sistema de esgotamento sanitário e de drenagem ao longo do Manzanares.

Em Madri, segundo Arnáiz, o sistema de saneamento mescla coletores de esgoto e de águas superficiais. Os coletores de margem, que passavam por baixo da antiga M-30, recebem as águas de esgotamento sanitário e águas pluviais que são levadas até as estações de tratamento. Os coletores de margem da M-30 ainda recebiam os afluentes de outros 32 coletores chamados tributários, sendo 17 à margem direita e 15 à esquerda. Não havia um sistema de drenagem paralelo.

O problema é que, nos dias de chuva intensa devido às seções pequenas e à falta de mais galerias pluviais, todo o excedente de esgoto era escoado para o rio, tanto ao longo dos coletores de margem, como nas entradas das estações de tratamento.

Era preciso, então, criar um novo sistema de esgotamento para diminuir a contaminação do rio, tanto no trecho urbano como no não urbano. Umas das soluções adotadas, explica Arnáiz, foi substituir os coletores de margem antigos por outros de maior vazão (17:1), seguindo a mesma inclinação do curso do rio (2%), a fim de evitar a necessidade de bombeio. A instalação desses novos coletores seria, assim, realizada entre a parte exterior do soterramento da M-30 e as calçadas das residências.

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