Orçamento de sinalização viária | Infraestrutura Urbana

Transporte

Orçamento de sinalização viária

Os preços regionais e as premissas para elaboração de projeto de sinalização de trânsito com pintura mecanizada

Por Wellington Costa
Edição 15 - Dezembro/2011

Projetos de sinalização viária são orientados por um conjunto de normas e regulamentos que têm o objetivo de garantir a segurança e fluidez do trânsito. É composto por três subsistemas - sinalização vertical, horizontal e semafórica - que devem seguir, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, os princípios da:
clareza;
precisão e confiabilidade;
legalidade;
padronização (situações iguais devem ser sinalizadas com os mesmos critérios);
suficiência (quantidade de sinalização compatível com a necessidade);
visibilidade e legibilidade (em tempo hábil para a tomada de decisão);
e manutenção e conservação.

Cabe ao projetista de sinalização de trânsito encontrar a melhor maneira de adequar esses princípios às sinalizações dirigidas aos usuários (motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres), quanto ao que existe na via. "A principal tarefa é adequar as exigências à realidade do local", afirma o diretor da SC Engenharia, Pedro Soethe, engenheiro civil especializado em engenharia urbana.

O primeiro passo é saber quais são as características da via que será sinalizada. As principais distinções são quanto a sua inserção (em área urbana ou rural), sua hierarquia (expressa ou local) e volume diário médio de tráfego (VDM). Estas informações certamente já foram utilizadas no projeto de construção para o dimensionamento do pavimento.

A etapa seguinte é realizar um minucioso levantamento topográfico, com a locação exata dos postes de iluminação, vegetação e equipamentos urbanos existentes, alinhamento predial, identificação de guias, permissões de estacionamento etc. "Quanto mais preciso for este levantamento, menos problemas serão encontrados no momento da execução," explica Soethe.

Projeto elaborado pela SC Engenharia, sob coordenação de Pedro Soethe

Sinalização vertical
A sinalização vertical se utiliza de sinais em placas fixadas ao lado da via ou suspensas a ela, e que são classificadas segundo sua função: de regulamentação, advertência e indicação. Cada uma delas possui características distintas quanto à cor e formato adotado. O posicionamento das placas segue um padrão bem específico quanto ao tamanho, altura de fixação em relação ao solo e ângulo de visão, desenvolvido pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego de Sinalização e da Via, órgão de assessoramento ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A quantidade de placas e as distâncias entre elas deve levar em consideração a velocidade de percepção, principalmente dos condutores de veículos a motor, para que exista tempo hábil para as tomadas de decisões.

Esse tempo de reação é obtido a partir de formula matemática, que leva em consideração a velocidade inicial (Vo), a velocidade final (Vf), distância de percepção, reação e de frenagem, e a distância de reserva - uma margem de segurança a ser adotada pelo técnico, com o objetivo de garantir que o condutor efetivamente cumpra a sinalização.

As placas podem ser fabricadas de diversos materiais, sendo os mais utilizados: o aço, alumínio, plástico reforçado e madeira imunizada. Os sinais serão gravados utilizandose de tintas (esmalte sintético, fosco ou semifosco ou pintura eletrostática) ou películas (de esferas inclusas, de esferas encapsuladas ou de lentes prismáticas). É possível fabricá-las em outros materiais, desde que possuam as mesmas características físicas.

A fixação deve ser feita em postes capazes de suportar as cargas próprias das placas e mantê-las na posição apropriada, evitando que elas sejam facilmente retiradas. Boas aplicações também devem garantir que as placas resistam à ação do vento e chuva. Não existe uma determinação formal se esses postes devem ser exclusivos para as placas; é comum em alguns lugares encontrá-las fixadas no mesmo poste utilizado para a iluminação pública. O seu posicionamento deve se ater também a possíveis interferências como o crescimento da vegetação e fios elétricos. Nesses casos o projeto pode prever a remoção ou substituição de alguns destes elementos existentes.

Existem várias opções para a fixação de placas de trânsito que serão escolhidos de acordo com o tamanho das vias e volumes de tráfego
Fonte: Manual do Contran
As placas devem ser instaladas em postes com uma pequena margem de variação de altura e estarem livres de interferência de fios e vegetação
o esquema apresenta quais são as distâncias que devem ser adotadas para o posicionamento das placas em intervalo de tempo suficiente para leitura, percepção e reação do motoristas trafegar a 40 km/h na área crítica

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