Pavimentação asfáltica | Infraestrutura Urbana

Transporte

Pavimentação asfáltica

Os tipos de revestimentos, o maquinário necessário e os cuidados na contratação, projeto e execução

Por Juliana Nakamura
Edição 16 - Dezembro/2011
Técnicas de manutenção
O tratamento superficial para selagem de trincas e restauração da aderência superficial é uma das medidas corretivas para asfaltos sem problemas estruturais


Quando não há problemas estruturais e deseja-se corrigir defeitos funcionais superficiais, podem ser utilizados os revestimentos a seguir, que podem ser empregados isoladamente ou combinados e antecedidos ou não por uma remoção de parte do revestimento antigo por fresagem:
Lama asfáltica - para selagem de trincas e rejuvenescimento;
Tratamento superficial simples ou duplo - para selagem de trincas e restauração da aderência superficial;
Microrrevestimento asfáltico a frio ou a quente - para selagem de trincas e restauração da aderência superficial quando há condição de ação abrasiva acentuada do tráfego;
Concreto asfáltico - quando o defeito fun cional principal é a irregularidade elevada;
Mistura do tipo camada porosa de atrito, SMA ou misturas descontínuas - para melhorar a condição de atrito e o escoamento de água superficial. Quando há problemas estruturais no pavimento ou há a perspectiva de aumento de tráfego, as alternativas de restauração ou reforço compreendem aquelas que restabelecem ou incrementam sua capacidade estrutural por meio da incorporação de novas camadas (recapeamento) à estrutura e/ou tratamento de camadas existentes (reciclagem, por exemplo). Os tipos de revestimentos geralmente utilizados como recapeamento são o concreto asfáltico e o SMA (como camada de rolamento para resistir a deformações permanentes em vias de tráfego pesado), entre outros.

Fonte: "Pavimentação Asfáltica - Formação Básica para Engenheiros", editado pela Petrobras e pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfalto - Abeda, 2010.

Inovação
Nos últimos anos, a engenharia de pavimentos incorporou novas tecnologias asfálticas, especialmente com o intuito de elevar a resistência do revestimento. Uma das mais importantes foi o desenvolvimento do asfalto-borracha produzido com a adição do pó extraído de pneus usados ao ligante asfáltico. Embora chegue a custar até 30% a mais do que o asfalto comum, o material vem sendo utilizado não apenas pelo caráter ecológico, já que permite dar destino a pneus inservíveis, mas também porque a borracha triturada melhora as propriedades e o desempenho do revestimento asfáltico. Quanto maior o teor de borracha aplicado (entre 5% e 20% de acordo com o método de produção escolhido) mais durável é o pavimento, o que significa também menores custos de manutenção.

O engenheiro José Carlos Baptista da Silva, gerente da usina de asfalto da Craft Engenharia, ressalta ainda entre as inovações recentes introduzidas no Brasil o desenvolvimento do CBUQ colorido, bastante empregado na Europa em elementos de segurança viária, na execução de pistas e vias especiais, como ciclovias, pistas de atletismo etc. O revestimento pode ser fabricado em diversas cores, inclusive em tons claros, que são mais adequados para auxiliar na iluminação das vias, com o reflexo da luz.


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