Porto Maravilha | Infraestrutura Urbana

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Porto Maravilha

Transformação da zona portuária do Rio é complexa e inclui desde infraestrutura básica até a abertura de vias e construção de túneis. Onde hoje há uma área degradada, o plano é desenvolver o potencial construtivo de 5 milhões de m²

Por Juliana Nakamura
Edição 3 - Maio/2011

Cronograma
As obras se dividem em duas fases. A primeira, já em execução, tem término previsto para o final de 2012 e emprega recursos próprios da administração municipal. "O destaque dessa etapa é a requalificação urbana do trecho entre a praça Mauá e a rua Barão de Tefé e o Morro da Conceição, incluindo a restauração dos Jardins Suspensos do Valongo, a instalação do Museu de Arte do Rio e as obras estruturais para a construção do Museu do Amanhã", comenta Alberto Silva, assessor da presidência da CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro).

Sob responsabilidade do consórcio Porto Novo, formado pelas empresas Odebrecht Infraestrutura (líder EPC), OAS e Carioca, as obras da etapa 2 devem começar em outubro deste ano. Segundo a Odebrecht, o momento é de desenvolvimento de projetos e de busca por áreas para implantação dos canteiros de obra. Mas já se sabe que a previsão de efetivo a ser mobilizado para as obras do Porto Maravilha pode chegar a três mil pessoas.

Além da demanda da população, há um motivo a mais para que o cronograma das obras seja respeitado. A região irá abrigar parte das instalações previstas para os Jogos Olímpicos de 2016, como Vila de Mídia, Vila de Árbitros e algumas unidades administrativas (Centro de Tecnologia, Centro de Logística e Centro de Mídia Não Credenciada). A previsão é que sejam construídas cerca de 8 mil unidades habitacionais que inicialmente irão receber jornalistas e árbitros, mas que após o evento serão convertidas em moradias.

No extenso escopo do Projeto, algumas intervenções se destacam pelo desafio técnico e pelo impacto que podem provocar.

Uma delas é a construção de um túnel que vai da praça Mauá ao armazém 5 da avenida Rodrigues Alves. Fontes da Odebrecht adiantam que o túnel será executado pelo método não destrutivo NATM (New Austrian Tunneling Method), atravessando terrenos de material de baixa coesão em região de prédios antigos, em alguns casos com fundações em estacas de madeira.

A demolição do Elevado Perimetral também exigirá engenharia apurada. Isso porque a estrutura do viaduto deverá ser desmontada, afetando o mínimo possível o tráfego na região. De acordo com o cronograma, a demolição do viaduto Perimetral vai ser a última intervenção dentro do processo de requalificação da região portuária.

Intervenções urbanas

Fase 1
Financiada com recursos da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
Urbanização do Píer Mauá;
Revitalização da Praça Mauá; n Calçamento, iluminação pública, drenagem e arborização dos eixos Barão de Tefé, Camerino, Venezuela, Rodrigues Alves e Sacadura Cabral;
Implantação do trecho inicial do Binário do Porto;
Reurbanização do Morro da Conceição (vias locais, enterramento de rede elétrica, restauração de patrimônio histórico - Jardim do Valongo e Pedra do Sal);
Demolição da alça de subida do viaduto da perimetral;
Construção de garagem subterrânea na Praça Mauá para 900 veículos.

Fase 2
Financiada com recursos privados oriundos da Operação Urbana Consorciada
Reurbanização de aproximadamente 40 km de vias (pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação, arborização de calçadas e canteiros), implantação de novas vias e trechos de ciclovias;
Implantação de novas redes de esgotamento sanitário, abastecimento de água, energia elétrica, telefonia e gás encanado;
Implantação de sistema de melhoria da qualidade das águas do Canal do Mangue;
Implantação de via de mão dupla interna, paralela à Rodrigues Alves (Binário do Porto);
Demolição do Elevado da Perimetral no trecho entre a Praça Mauá e a avenida Francisco Bicalho;
Construção de túnel entre a Praça Mauá e a avenida Rodrigues Alves (na altura do Armazém 5) com aproximadamente 2,0 km de comprimento (dois sentidos);
Construção de duas rampas ligando o viaduto do Gasômetro ao Santo Cristo;
Ampliação do atual túnel ferroviário sob o Morro da Providência para receber tráfego de automóveis;
Implantação de mobiliário urbano, tais como abrigos para automóveis, pontos de ônibus, lixeiras, totens, painéis informativos, bicicletários etc.

 

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