Complexo Viário do Imbuí e Narandiba, em Salvador, deve desafogar trânsito em via que liga o aeroporto ao centro empresarial da cidade | Infraestrutura Urbana

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Complexo Viário do Imbuí e Narandiba, em Salvador, deve desafogar trânsito em via que liga o aeroporto ao centro empresarial da cidade

Por Victor Longo
Edição 40 - Junho/2014
 

divulgação: conder

A avenida Luiz Viana (Paralela), em Salvador, foi construída na década de 1970 para melhorar o trânsito da cidade, ligando bairros da capital a municípios do Litoral Norte. Hoje, porém a via - que liga o aeroporto da capital baiana ao maior centro empresarial da cidade - é uma das que comporta mais engarrafamentos em toda região metropolitana.

Em resgate à missão primeira dessa grande rodovia urbana, o Complexo Viário do Imbuí e Narandiba, atualmente em obras, tem sido visto como uma solução para melhorar o trânsito da região. O projeto é composto por três viadutos, sendo seis vias marginais à avenida Paralela, criadas para distribuir o trânsito da avenida principal, além de vias complementares.

Fotos: divulgação Secom/Governo da Bahia
Viadutos V1 e V2, que ligam o Imbuí à Paralela, possuem trechos curvos e retos, sobre a Paralela ou fora da avenida. Parte foi construída em caixão e parte com vigas pré-moldadas

"Com a criação dos viadutos, tira-se parte do tráfego da Paralela para conectar regiões próximas, eliminando as grandes retenções que repercutem na região do Shopping Iguatemi", resumiu o coordenador da Superintendência de Vias Estruturantes (Suvia) da Conder, David Simões. Ele acrescenta que as vias marginais contribuirão para desafogar o trânsito. "Com a criação das marginais, tira-se também essa ligação direta com a Paralela para quem vai de um bairro a outro."

Simões lembra que a Paralela é uma rodovia urbana idealizada para tráfego a 80 km/h, mas, atualmente, essa velocidade máxima é reduzida em até oito vezes, a depender da hora do dia. "Em alguns horários, o motorista anda hoje com velocidade de 10 km/h a 20 km/h, no trecho da Paralela que vai do Iguatemi ao Centro Administrativo da Bahia (CAB)", comparou. "Com a melhoria do trânsito na avenida principal, haverá maior fluidez em outros locais, como Iguatemi, Tancredo Neves, dentre outros", concluiu.

Em horário de pico, mais de oito mil veículos circulam por hora na Paralela, sendo que mais de 20% dessa frota se desloca para regiões como Imbuí (bairro que "emprestou" o nome ao Complexo) e Boca do Rio.

As diferentes partes da obra somam investimento de R$ 95 milhões e se encontram em estágios de conclusão que variam de 60% a 100%. O complexo está sendo financiado com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e administrado pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), do Governo Estadual. A previsão é que as obras estejam prontas no final deste ano.

Ao todo, cinco empresas, reunidas em dois consórcios, constroem o complexo. Responsável pela maior parte das obras, o Consórcio Imbuí é composto pela empresa Terrabras, a cargo das obras de terraplanagem, e as construtoras BSM e Metro Engenharia. As construtoras MRM e TOP Engenharia se reúnem em outro consórcio, criado especialmente para a construção do Complexo Narandiba, que inclui um viaduto e vias marginais próximas ao bairro homônimo.

Para a realização do empreendimento, foi necessário realizar sete desapropriações, sendo três completas e quatro parciais, todas de imóveis residenciais localizados na região de Narandiba. As famílias afetadas foram indenizadas.

Lucas Santos/JMB Engenheiros Associados
A ocorrência de muitas interferências, como redes de esgoto, água, telefone, gás e energia elétrica levou à necessidade de adaptações no projeto do Complexo Viário do Imbuí-Narandiba

 

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