2) Soluções técnicas: protensão de pontes e viadutos | Infraestrutura Urbana

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2) Soluções técnicas: protensão de pontes e viadutos

Por Rodnei Corsini
Edição 42 - Setembro/2014
 

A protensão é uma técnica que confere ao concreto maior resistência à tração. Usada em estruturas sujeitas a esforços de flexão elevados, como obras de arte especiais, a solução introduz um estado prévio de tensões à estrutura, o que melhora seu comportamento sob ação de diversas solicitações. Para reforço estrutural de tabuleiros de pontes e viadutos, pode-se recorrer à protensão feita por meio do sistema dywidag. Trata-se de um tirante, em forma de barra, que atua como uma peça estrutural com função de resistir a esforços, forças ou tensões. Fabricadas em aço, as barras dywidag fazem a protensão nos tabuleiros, com a utilização de um conjunto macaco-bomba hidráulico. As barras são ancoradas com placas e porcas de ancoragem, que distribuem a carga aplicada sobre a estrutura. O sistema dywidag tem capacidade de desprotensão e reprotensão a qualquer momento e pode ser utilizado tanto na construção de novas obras quanto no reforço e recuperação de estruturas já existentes. É dimensionado de acordo com os cálculos de esforços e tensões aos quais pode estar sujeita a estrutura, para que não se exceda sua carga limite. Esse dimensionamento define, por exemplo, a localização, o comprimento e a quantidade de barras a serem instaladas na ponte ou viaduto.

DANIEL BENEVENTI

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1 Barras nervuradas
Os tirantes são peças estruturais compostas por um ou mais elementos (em alguns casos, o tirante é composto por vários fios ou cordoalhas de aço). No sistema dywidag, trata-se de barras de aço nervuradas, fornecidas nas medidas especificadas em projeto para evitar perda de material e para reduzir a necessidade de luvas de emenda. Segundo o fornecedor do sistema, os tirantes podem ser compostos por barras inteiras de até 12 m de comprimento. Quando aplicadas em ambientes agressivos, é necessária uma proteção anticorrosiva (como pintura epóxica, que atua como primeira camada de proteção).

2 Porcas de ancoragem
As ancoragens do sistema dywidag podem ser feitas com dois tipos de porcas hexagonais: as de base reta e as de base cônica. Essas últimas acomodam e compensam pequenos ângulos de inclinação do tirante (até 5º).

3 Placas de ancoragem
As placas de ancoragem têm a função de distribuir as tensões da barra dywidag sobre a estrutura ancorada. Elas são fornecidas com furo reto ou com furo cônico, para se adequar ao tipo de porca utilizada.

4 Anéis de compensação de ângulo
Para tirantes inclinados em que as porcas e placas cônicas não são suficientes para compensar o ângulo de ancoragem (por serem maiores que 5o), são usados anéis de compensação. São fornecidos em ângulos a cada 5o, e até o limite máximo de 45o. Os ângulos intermediários são compensados com os ajustes da porca.

5 Luvas de emenda
O sistema dywidag dispensa soldagem da barra. Quando necessário, as barras de aço podem ser cortadas e emendadas em qualquer ponto com luvas de emenda especiais para compor tirantes de qualquer comprimento.

6 Tracionamento
Após a montagem do sistema dywidag, a protensão é aplicada a ele com a utilização de um conjunto macaco-bomba hidráulico. O macaco é encaixado na cabeça do tirante (conjunto da placa com a porca), apoiado sobre a placa de ancoragem. O equipamento faz a tração da barra de aço por meio da aplicação de cargas sucessivas. O processo de tracionamento é feito por etapas que até atinja a carga desejada. As bombas hidráulicas podem ser de operação manual ou elétrica.

Por Rodnei Corsini
Fontes: Protendidos Dywidag (Grupo DSI - Dywidag-Systems International)

 

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