3) Soluções técnicas: estacas Franki | Infraestrutura Urbana

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3) Soluções técnicas: estacas Franki

Por Rodnei Corsini
Edição 42 - Setembro/2014
 

As estacas tipo Franki são moldadas em concreto armado no próprio solo em que são cravadas. O método utiliza um tubo de revestimento cravado no terreno, com ponta fechada, dentro do qual é colocada, inicialmente, uma mistura de brita e areia socada com um pilão de queda livre.

Sob os golpes do pilão de um equipamento bateestaca, a mistura de brita e areia forma uma "bucha" comprimida na parte inferior do tubo. O pilão arrasta o tubo em profundidade no terreno ao bater na bucha. E, graças a ela, a água e o solo não penetram na estaca em execução, obtendo-se estanqueidade ao longo da cravação.

O pilão do bate-estaca trabalha em queda livre e tem peso entre 1 t e 4,5 t. Quando a bucha atinge boa capacidade de suporte, é instalada a armadura e a estaca é executada com concreto, retirando-se o tubo de cravação durante o processo de concretagem. Em geral, a produtividade das estacas Franki é de 50 m/dia. Sua execução provoca considerável vibração do solo e levantamento das estacas já instaladas, fenômeno que deve ser constantemente inspecionado.

 

Ilustração: Daniel Beneventi

 

1 Cravação do tubo Franki
A estaca Franki é executada a partir da cravação de um tubo metálico com uma mistura de brita e areia na parte interna. Para a cravação, o pilão é erguido (entre 5 m e 7 m) para socar a mistura (bucha) e consequentemente empurrar o tubo para baixo.

2 Alargamento da base da estaca
O alargamento da base aumenta a capacidade de carga da estaca, já que amplia a seção da estaca e melhora as características mecânicas do solo graças à sua compactação. Para o alargamento da base, o tubo é preso por cabos de extração para que não desça durante a expulsão da bucha de pedra e areia. A expulsão é feita por meio de seu apiloamento aliado a um pequeno levantamento do tubo pelos cabos. Quando a bucha está totalmente expulsa, lança-se no tubo pequenas quantidades de concreto da base. A base deve ser alargada até que se atinja o volume recomendado em projeto.

3 Colocação da armadura
Depois do alargamento da base, é implantada a armação dentro do tubo cravado para posterior concretagem da estaca. A armação deve ser executada com aço CA 50A que aceite solda sem destemperar (não é aconselhável usar aço com alto teor de carbono).

4 Concretagem do fuste e extração do tubo
A concretagem é feita com o apiloamento constante do concreto e com a retirada concomitante do tubo de revestimento. Esse procedimento é feito em etapas, com concretagem de um trecho e sucessiva suspensão do tubo, até a concretagem completa da estaca. É preciso sempre tomar o cuidado de manter um mínimo de concreto na parte interna do tubo até sua retirada total. O traço do concreto do fuste deve seguir a seguinte fórmula: um saco de cimento, 90 l de areia, 80 l de pedra I, 60 l de pedra II e fator água/cimento de 0,45.

Por Rodnei Corsini
Colaboração: Ivan Joppert, engenheiro geotécnico e diretor da Infraestrutura Engenharia

 

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