Aeroporto do Galeão: depois dos atrasos nas obras para a Copa do Mundo, concessionária projeta mais serviços até as Olimpíadas | Infraestrutura Urbana

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Obra

Aeroporto do Galeão: depois dos atrasos nas obras para a Copa do Mundo, concessionária projeta mais serviços até as Olimpíadas

Por Bruno Loturco
Edição 44 - Novembro/2014
 

Fotos: Acervo Infraero

RESUMO DA OBRA
Nome oficial:
Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim
Área total: 17.881.696,63 m²
Área do pátio: 712.895 m²
Área da pista: 4.000 m x 45 m e 3.180 m x 47 m
Vagas no estacionamento: 2.742
Balcões de check-in: 154
Número de posições de aeronaves: 35

TERMINAL 1
Início da obra:
agosto de 2012
Conclusão: dezembro de 2013
Investimentos: R$ 193,14 milhões
Origem dos investimentos: recursos da União, por meio do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2 2011-2014)
Elevadores (total): 52
Escadas rolantes (total): 38
Esteiras de passageiros: seis (ligam o Terminal 1 ao Terminal 2)
Esteiras de restituição de bagagem: seis
Quantidade de aço: 88.329,72 kg
Volume de concreto: 840,24 m³ (incluindo as fundações)
Área total construída: 147.834 m²
Quantidade de estacas: 243,50 m de estacas-raiz
Volume de fundações: 201,30 m³

TERMINAL 2
Início da obra:
novembro de 2008
Conclusão: julho de 2013
Investimentos: R$ 163,66 milhões
Origem dos investimentos: recursos da União, oriundos do PAC 2 2011-2014
Elevadores (total): 28
Escadas rolantes (total): 33
Esteiras de passageiros: seis (ligam o Terminal 1 ao Terminal 2)
Esteiras de restituição de bagagem: 12
Quantidade de aço: 30 t
Volume de concreto: 1.400 m³
Área total construída: 146.156 m²

Inaugurado originalmente em 1952, o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na cidade do Rio de Janeiro, está em reforma desde novembro de 2008. As obras tinham como intuito adequar o terminal aeroportuário à demanda adicional ocasionada pela realização da Copa do Mundo 2014, no Brasil. Apesar disso, os trabalhos não foram concluídos a tempo e, mesmo após o evento esportivo, as obras continuam atrasadas e em desenvolvimento.

Desde o início das intervenções, o canteiro de obras do Galeão foi palco de paralisações por parte dos operários. Em agosto de 2013, as reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem Industrial, Mármores e Granitos e Manutenção e Reforma do Município do Rio de Janeiro (Sintraconst- Rio) eram por melhoria na refeição e ampliação da área de vivência, homologação dos turnos de trabalho, retirada da cooperativa e contratação de seus trabalhadores pelo consórcio, fim do desvio de função, regularização de contratação em carteira de trabalho e realização do exame médico admissional.

Apesar das reviravoltas na obra, com as intervenções nos terminais 1 e 2 previstas no projeto original, somada à ampliação da pista de pousos e decolagens, a capacidade do aeroporto deve passar de 17,4 milhões de passageiros ao ano para 43,2 milhões, quando a reforma for concluída.

As melhorias previstas abrangem também a substituição da cobertura, com instalação de telhas metálicas, implantação de claraboias, troca e implantação de escadas rolantes e instalação de novos elevadores para pessoas com deficiência. O projeto contempla, ainda, a atualização do setor comercial, a mudança do layout da praça de alimentação, a construção de novos balcões de check-in e a ampliação de posições remotas de desembarque, dentre outros.

Também foram alocados recursos nos sistemas de pistas e pátios do Galeão. A finalidade era reforçar a segurança operacional e alargar as intersecções das pistas para possibilitar a operação das grandes aeronaves, como o Airbus A-380, por exemplo.

Fotos: Acervo Infraero
Além de reformas nas partes internas dos terminais, Galeão passou por intervenções também em suas pistas e pátios. Com isso, foram reforçadas a segurança operacional e alargadas as intersecções das pistas. Agora, o aeroporto está apto a receber aeronaves de grande porte

Terminal 1
Iniciadas em 2008, no Terminal 1, as reformas envolveram a modernização de todos os sanitários, com substituição completa dos forros e luminárias, além da recuperação da fachada e intervenções internas.

Concluída em dezembro de 2013, essa etapa teve como finalidade transformar o desembarque doméstico do Setor A do Terminal 1 do Galeão em um espaço mais amplo, com circulação melhorada, conforme divulga a Infraero. Agora, o Terminal 1 conta com quatro novas escadas rolantes. Em março de 2013, a Infraero havia reaberto a área pública do desembarque com a entrega de cinco novas esteiras de restituição de bagagens.

Ainda há, entretanto, trechos em reforma no Terminal 1. O próprio Setor A tem conclusão total prevista apenas para dezembro de 2014. Atualmente, passam por intervenções o terceiro pavimento - composto por área comercial - e a sala de embarque 43. Os setores B e C, por sua vez, terão situação reavaliada em conjunto com o novo concessionário do Galeão, composto por Odebrecht Transport e a empresa Changi, de Cingapura.

O saldo final das reformas no Terminal 1 contabilizam 32 novos elevadores. Outros cinco destes equipamentos foram adquiridos para a Unidade de Administração e Controle, um para o edifício Central de Manutenção e outro para a torre de controle.

 

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