Estudo lista os 100 aeroportos regionais com maior potencial econômico | Infraestrutura Urbana

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Infraestrutura aeroportuária

Estudo lista os 100 aeroportos regionais com maior potencial econômico

Por Marina Pita
Edição 44 - Novembro/2014
 

Estudo realizado pela empresa de consultoria Urban Systems analisou o potencial de desenvolvimento de aeroportos regionais no Brasil. O levantamento teve como base os 270 terminais contemplados no "Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos", do Governo Federal, a partir do qual foi elencado o Ranking dos aeroportos regionais (veja gráfico e tabela), com uma lista dos 100 empreendimentos mais bem pontuados, de acordo critérios como infraestrutura e localização, transporte de passageiros, transporte de cargas, hospedagem, varejo e educação.

Na análise de Thomaz Assumpção, engenheiro e presidente da Urban Systems, as oportunidades deste mercado se explicam pelo processo de mudança que atravessa o País. Segundo ele, "a descentralização das empresas ao longo do território nacional - que estão migrando para as cidades de médio porte em busca de benefícios e melhores condições de implantação -, aliada ao crescimento da chamada classe média, criam novas demandas de transporte", diz.

Por outro lado, o País ainda convive com a ineficiência do modelo atual de distribuição de mercadorias. Apoiado no sistema rodoviário, o modelo majoritário de distribuição é ineficiente para cargas de ciclo curto, perecíveis, e inseguro quando se trata de produtos de alto valor.

Pelo levantamento, o aeroporto de São José dos Campos (SP) é o que conta com maior potencial de desenvolvimento (71,87 pontos), seguido pelo de Ribeirão Preto (SP) (50,39 pontos), Joinville (SC) (50,09 pontos), Campos dos Goytacazes (RJ) (49,38 pontos) e Uberlândia (MG) (49,18 pontos). Dentre os dez aeroportos com maior potencial de desenvolvimento, quatro estão localizados na região Sudeste e seis na região Sul.

O primeiro aeroporto da região Centro-Oeste do País a aparecer na lista é o de Anápolis (GO), na 12a posição. E o aeroporto de Campina Grande (PB) é melhor posicionado no ranking entre os aeroportos do Nordeste. Os dois são os únicos entre os 20 melhores colocados que não são da região Sul e Sudeste do País. O aeroporto de Santarém (PA), na 22a colocação, é o melhor ranqueado da região Norte.

 

 

Em primeiro lugar - com distância razoável do primeiro colocado - o aeroporto de São José dos Campos se destaca por sua infraestrutura, com pista de dimensões amplas (2.676 m x 45 m), piso de alta resistência e voos regulares. A economia da cidade também é um fator positivo para a excelente colocação: São José dos Campos (SP) e região contam com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 25,2 bilhões (dado de 2011), com crescimento de 4,5% registrado entre os anos 2010 e 2011.

A região é um polo de negócios aeronáutico, automobilístico, especial e de defesa, farmoquímico, além de forte no setor de óleo e energia, sendo que as montadoras e a indústria farmacêutica são costumais consumidoras de insumos importados, o que fortalece o potencial para o transporte de cargas. A cidade também conta com 33 hotéis com mais de dez funcionários, que acumulam taxa de ocupação de 60%, similar a São Paulo, Belo Horizonte e Recife, e importantes instituições de ensino tal como a Unicamp e o ITA. O município atrai passageiros para por ser um polo de saúde, educação e negócios.

Na segunda colocação, o aeroporto de Ribeirão Preto conta com uma pista grande (2.100 m x 45 m), piso de média resistência e possui voos regulares. O PIB, em 2011, era de R$ 18,5 bilhões, com crescimento de 8,8% de 2010 para 2011. No entanto, o aeroporto do interior paulista tem como indicadores negativos a ausência de um polo turístico forte, a baixa importação de insumos por via aérea e um PIB industrial (R$ 2,9 bilhões) menor do que a média das cidades brasileiras.

Já o aeroporto de Joinville, na terceira colocação, possui pista grande (1.640 m x 45 m), com piso de média resistência e conta com voos regulares, indicadores positivos. O PIB estava em R$ 18,8 bilhões em 2011, com crescimento de 17,1% de 2010 para 2011. O turismo no setor de negócios é forte e US$ 7,45 milhões de insumos são importados por via aérea, principalmente pelos aeroportos de Curitiba e Viracopos, em Campinas. O destaque é para os insumos de tecnologia como circuitos e microcircuitos eletrônicos. No entanto, pesa negativamente para o desenvolvimento do empreendimento a baixa exportação de insumos, a queda no PIB industrial (2010-2011) e o fato de o município não pertencer a polos indutores de turismo ou de saúde regional. Ainda a relação de estabelecimentos de varejo por habitantes é muito baixa.

 

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