Escola multiuso | Infraestrutura Urbana

Orçamento

Projeto orçado

Escola multiuso

Por Romário Ferreira
Edição 49 - Julho/2015
 

FOTOS: DIVULGAÇÃO PREFEITURA DE POÁ
Perspectiva panorâmica da escola com o ginásio de esportes

A Prefeitura de Poá (SP) está construindo uma escola com capacidade para cerca de 1,1 mil alunos e que será a maior da cidade. Trata-se do Centro Educacional Poaense (CEP), localizado no bairro Jardim Santa Luiza. O CEP será formado por um prédio de 36 salas de aula, ginásio poliesportivo com piscina semiolímpica e campo de futebol gramado. Ao todo, o empreendimento tem 12.625,16 m² de área construída.

Além das 36 salas de aula, o bloco escolar contará com: dois laboratórios de informática; duas salas de idiomas; laboratórios de física, química, geografia, biologia, vídeo, áudio e redação; quatro salas de artes; biblioteca; refeitório; cozinha; pátio; sanitários; e salas administrativas.

Devido à dimensão, o prédio foi dividido em dois setores mais a biblioteca, como mostra a implantação (veja a planta). No entanto, a divisão em três partes (setor 1, setor 2 e biblioteca) não é arquitetônica, como explica Luiz Carlos Repullo Gutierrez, diretor da Svaizer & Gutierrez Engenharia, empresa responsável pelo projeto executivo do CEP. "A escola é muito grande. Por isso, dividimos o bloco principal para não termos uma planta tão grande. Essa foi a solução para termos plantas numa escala adequada dentro do canteiro. Os setores são áreas totalmente interligadas. Trata-se de um prédio só", explica Gutierrez.

O edifício escolar será formado por térreo e mais três andares, totalizando 8.412,94 m² de área construída. As salas de aula ficarão no 1º e 2º andares junto com alguns laboratórios. As demais áreas estarão no térreo. No 3o andar haverá um mirante - e também é onde será feito um teto verde.

Ao lado da escola, haverá um ginásio poliesportivo com 3.866,33 m² de área construída. No térreo, será construída uma piscina semiolímpica, arquibancadas e vestiários. No 1º andar, está prevista uma quadra para diversas modalidades, além de salas para dança e artes marciais. Logo acima dessas salas, será feita uma academia. A parede de uma lateral do complexo será inclinada para a prática de escalada.

Com 12.625,16 m² de área construída, o empreendimento é formado pelo prédio escolar, complexo esportivo e campo de futebol. Embora o prédio escolar tenha sido dividido em dois setores (verde e azul) mais a biblioteca (lilás), trata-se de um bloco único, com quatro pavimentos (o 3o andar é um mirante) e 8.412,94 m² de área construída. A divisão em setores ocorre apenas para facilitar a leitura das plantas devido ao tamanho do prédio. Já o ginásio, com 3.866,33 m² de área construída, conta com dois pavimentos: no térreo há a piscina semiolímpica; e no primeiro andar, a quadra poliesportiva e as demais salas de esportes - sobre as quais também há uma academia

Arquitetura
Todo o empreendimento foi pensado para que haja o maior uso possível de todas as áreas, não apenas como escola, mas como equipamento para atender à comunidade. A ideia é ter um prédio de uso contínuo todos os dias da semana. Quem afirma é Mário Oliver Santos Candelária, arquiteto da Prefeitura de Poá e responsável pela concepção arquitetônica do Centro Educacional Poaense (CEP). "A cozinha, por exemplo, além de produzir as refeições para os alunos, poderá ser usada como 'cozinha-escola', com aulas de culinária para a comunidade. Os laboratórios, como os de informática, também poderão ser utilizados para este fim. Nossos levantamentos demonstravam que a cidade carecia de um projeto desse patamar. Para chegar a esse modelo, estudamos e visitamos algumas escolas em São Paulo e no Rio de Janeiro", explica o arquiteto.

Para facilitar o uso diversificado do CEP, foram projetadas quatro guaritas de entrada. Ou seja, os equipamentos poderão funcionar individualmente. Não será preciso, por exemplo, entrar pela escola para acessar o ginásio ou o campo de futebol.

Todo o empreendimento está sendo executado com recursos municipais, inclusive o terreno, que fica entre as ruas Quintino Bocaiuva e Ipanguaçu. A escolha deste terreno foi importante para resolver um problema local. Segundo Candelária, uma lagoa havia sido formada no terreno a partir de um olho d'água. E ela era ponto de lazer - e, ao mesmo tempo, de perigo - para a comunidade.

"Tivemos ocorrências de afogamento de crianças. Além disso, o terreno estava degradado e cedendo. Então, fizemos um trabalho de recomposição e sondagens para avaliar a viabilidade de construção. Também fizemos toda a tubulação para o olho d'água sem prejudicá-lo", conta. Em uma parte da área, cerca de 1,4 mil árvores estão sendo plantadas. No local já se encontram espécies como Aroeira, Paineira, Ipês Amarelo e Roxo e Quaresmeira, entre outros. O plantio faz parte da compensação ambiental.

O cuidado com o meio ambiente também permeou a concepção do projeto, que passou a incluir: reúso de água da chuva, brises vegetais, teto verde, iluminação natural, pisos permeáveis etc. "Na fachada da escola haverá brises vegetais, e em outras partes, usaremos brises de madeira plástica, que são feitos a partir do reaproveitamento de garrafas pet", explica o arquiteto. Outra preocupação foi com a acessibilidade, já que o terreno tem diferentes níveis de cota. Além das rampas em todas as entradas, o CEP conta com elevadores dentro da escola, na biblioteca (para acessar o mezanino) e no ginásio.

Atualmente, a obra está com 30% dos serviços concluídos - e está na etapa de superestrutura. As fundações foram executadas com estacas-hélice contínuas, a estrutura é convencional, de concreto armado com fechamentos de blocos de concreto, e a cobertura tem estrutura e telhas metálicas. O arquiteto Mário Candelária conta que, inicialmente, a estrutura foi pensada para ser pré-moldada de concreto, até para ter menor prazo de execução. Mas, segundo ele, antes do início da obra, por uma "questão técnica de engenharia", optouse pelo concreto armado.

 

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