Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental | Infraestrutura Urbana

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Trecho duplicado da rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo, recebeu 36 pontes e viadutos e extenso estudo de traçado para respeitar a legislação ambiental

Por Bruno Loturco
Edição 54 - Janeiro/2016

FOTO: DIVULGAÇÃO ARTERIS
Apesar dos entraves judiciais ao longo de mais de 20 anos, a nova pista da Régis Bittencourt no trecho da Serra do Cafezal conta com um traçado otimizado em relação ao anterior, com quatro túneis e 36 pontes e viadutos

Para entender as metodologias utilizadas na duplicação da BR-116 no trecho da Serra do Cafezal, entre os municípios paulistas de Juquitiba e Miracatu, é preciso conhecer sua história. A rodovia Régis Bittencourt foi inaugurada em 1961, com a duplicação começando na segunda metade dessa década, conforme conta o engenheiro Eneo Palazzi, diretor-superintendente da Arteris, concessionária que administra a rodovia desde 2008.

Assim, seus 401,6 km de extensão começaram a ser duplicados simultaneamente a partir das extremidades: Taboão da Serra (747 m de altitude em relação ao nível do mar), na Região Metropolitana de São Paulo; e Curitiba (934 m de altitude). Os 100 km entre a Grande São Paulo e Juquitiba estão em planalto, com poucos desníveis. Daí até Miracatu, exatamente o trecho da Serra do Cafezal, são 700 m de desnível em apenas 30 km. Depois, a rodovia segue praticamente plana por cerca de 120 km, quando chega à Barra do Turvo e começa a recuperar a altitude perdida, o que ocorre em três lances, até chegar na capital paranaense.

A topografia favorável e a quase inexistência de regulamentação ambiental à época permitiu que grande parte do trecho paranaense da BR-116 estivesse duplicado já em 1976. Os trabalhos de duplicação do trecho paulista ganharam força na década de 1990, com obras pontuais ao longo de dez anos, lembra Palazzi. 'Eram contratações complicadas, com as obras-de-arte executadas por uma empresa e as vias por outra. A fama de estrada da morte vem dessa época', lembra.

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