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Conheça como funciona o revestimento superficial de taludes

Sistema é adotado para a estabilização de encostas com risco de queda de rochas

Por Gustavo Coltri
Edição 58 - Maio/2016
 

Os lentos movimentos da vegetação, dilatações térmicas, erosões eólicas, umidade e ações sísmicas são algumas das causas de degradação de maciços, cujas consequências incluem deslizamentos e rupturas que colocam em risco obras de infraestrutura e vidas em áreas lindeiras. O sistema de revestimento superficial, baseado no uso de malhas metálicas, cabos de aço e ancoragens, é uma das soluções que podem ser adotadas para garantir a consolidação da face superficial de taludes e a contenção de desprendimentos de rochas de 1 m³ a 1,5 m³.

O sistema é composto por uma malha de aço galvanizada com abertura em losangos ou hexágonos, tecida em conjunto com cabos de aço, aliada a chumbadores, placas de ancoragem e porcas. De acordo com especialistas, ele pode ser aplicado em taludes em solo para inclinações de até 65º e em taludes em rochas com inclinação vertical. E não deve ser confundido com o revestimento simples, em que a colocação de telas sem ancoragem tem apenas uma função de proteção contra a queda de blocos.

As condições de projeto para as obras de estabilização de encostas são descritas pela norma técnica NBR 11.682:2009, porém não há uma norma brasileira balizando a execução do revestimento superficial, também chamado de cortical. Por essa razão, documentos internacionais são adotados como parâmetros por fornecedores do País. O engenheiro Matheus Garcia, responsável técnico para a América Latina na Maccaferri, diz que a norma europeia UNI 11.211 trata da execução do sistema, e a UNI 11.437 se refere aos ensaios sobre as malhas adotadas.

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