Tratamento e recuperação das bases estruturais e substituição de cabeamento da Ponte Pênsil de São Vicente, em São Paulo, são viabilizados graças à construção de estrutura provisória para transferência de cargas | Infraestrutura Urbana

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Tratamento e recuperação das bases estruturais e substituição de cabeamento da Ponte Pênsil de São Vicente, em São Paulo, são viabilizados graças à construção de estrutura provisória para transferência de cargas

Dirceu Neto
Edição 72 - Julho/2017
Redução do coeficiente de segurança dos cabos da ponte, detectada pelo IPT, apontou a necessidade da susbstituição dos cabos

Pela primeira vez, desde sua construção, em 1914, a Ponte Pênsil de São Vicente (SP) teve seus 16 cabos de sustentação trocados. A obra de restauração e recuperação estrutural demorou cerca de dois anos e meio e envolveu especialmente a construção de uma estrutura com o objetivo de auxiliar nessa substituição. Concluída em 2015, a manobra havia sido realizada anteriormente apenas quatro vezes em todo o mundo - e foi pioneira no Brasil.

A necessidade de recuperação da ponte surgiu primeiramente em 2011, quando a seção de engenharia de estruturas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que atua na conservação da ponte desde 1936, constatou a redução do coeficiente de segurança dos cabos de aço originais, causada pela corrosão dos fios. 'A gente recomendou a troca dos cabos e a recuperação da ponte, pois o tablado de madeira também já estava desgastado', explica Ivanisio de Oliveira, pesquisador do IPT.

Vale lembrar que a ponte metálica se encontra a menos de 10 metros de altura das águas do Mar Pequeno, no litoral de São Paulo. Segundo a norma ABNT NBR 6118, que dispõe sobre Projeto de estruturas de concreto - Procedimento, trata-se de um ambiente de classe de agressividade ambiental IV, ou seja, muito forte, devido principalmente aos respingos da maré.

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