Área de infraestrutura recebe apenas 4,1% do previsto pelo FGTS em 2016 | Infraestrutura Urbana

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Área de infraestrutura recebe apenas 4,1% do previsto pelo FGTS em 2016

Habitação é o setor que recebeu mais investimento, com R$ 80,86 bilhões

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
23/Agosto/2017

Segundo balanço divulgado na última terça-feira (22) pelo Ministério do Trabalho, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) injetou R$ 190,37 bilhões na economia brasileira em 2016. Deste montante, R$ 108,89 bilhões são relativos aos saques, enquanto R$ 81,48 bilhões foram liberados por meio de crédito de financiamento.

Kaio Machado/Divulgação: Prefeitura de Fortaleza

Entre os setores, a Habitação foi o qual teve maior investimento do fundo, de R$ 80,86 bilhões. O montante representa 88% das contratações estimadas para o ano. As áreas de Infraestrutura e Saneamento, porém, não tiveram resultados tão positivos. Foram liberados R$ 386,32 milhões e R$ 226,64 milhões, respectivamente, o que corresponde a apenas 4,1% e 6,5% do total previsto para 2016.

Somado ao Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) o FGTS obteve o melhor resultado da história com lucro de R$ 14,55 bilhões em 2016, gerando ativo total de R$ 505,28 bilhões e patrimônio líquido de R$ 98,17 bilhões. Cerca de R$ 3,23 bilhões são derivados da recuperação feita por auditores-fiscais, de recursos que não haviam sido depositados pelos empregadores as contas vinculadas dos trabalhadores. "Foi um trabalho minucioso das equipes de fiscalização, do planejamento do Ministério e do uso maciço dos recursos de informática, o que a gente chama de inteligência fiscal", disse o chefe da divisão de fiscalização do FGTS do Ministério do Trabalho, Joel Darcie.

Na mesma data, o Conselho Curador divulgou as novas regras para aprimorar a governança do FI-FGTS, visando a segurança e transparência das operações de crédito. Entre elas, está a criação de um comitê de auditoria que terá a função de monitorar as operações. Composto por três membros, sendo um representante do governo, um dos trabalhadores e um dos empregadores, o grupo deverá realizar revisões das demonstrações contáveis e aprovação da prestadora de serviços de auditoria independente.

Outra alteração é referente ao tempo de mandatos dos membros do Comitê de Investimentos do FI, que passa a ser de dois anos com possibilidade de reeleição de apenas mais dois anos. Anteriormente, era permitida a reeleição indefinidamente. Foi revogada também a regra que permitia que o Comitê do FI-FGTS pudesse adquirir debêntures do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

"O FGTS é uma segurança do trabalhador em caso de demissão, mas é também muito mais do que isso; esses recursos financiam uma série de obras que melhoram a vida das pessoas. Projetos de habitação popular, saneamento, mobilidade urbana e geração de energia, para citar apenas alguns exemplos, são executados com esse dinheiro", comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. 

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