Confederação Nacional de Municípios afirma que há 8,2 mil obras paradas no Brasil | Infraestrutura Urbana

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Confederação Nacional de Municípios afirma que há 8,2 mil obras paradas no Brasil

Grande parte das construções está paralisada devido ao investimento 75% menor do que o previsto pelo Governo Federal para 2017

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
13/Setembro/2017

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgou que 8,2 mil obras estão paralisadas em cidades de todo o Brasil e 11,2 mil deveriam estar em andamento, mas não foram iniciadas. Os dados fazem parte do estudo técnico Obras Paradas: Cruzamento de Base de Dados de Contratos de Repasse (Caixa Econômica Federal) e Restos a Pagar (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).

Divulgação: CMN

Com o intuito de auxiliar na gestão municipalista, a análise identificou que um dos principais motivos para a paralisação e adiamento de início das construções se deve ao orçamento da União, que era previsto em R$ 32 bilhões para os municípios neste ano, porém teve apenas 25% repassado, o equivalente a R$ 7,3 bilhões.

Para o desenvolvimento do estudo, a CNM utilizou dados da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), disponibilizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) com base nas informações sobre os Restos a Pagar (RAP) do Orçamento de 2017.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, destacou que as obras paradas possuem grande impacto na vida da população, considerando que parte delas são praças, quadras de esporte, espaços esportivos, recuperação e pavimentação de vias, construções de habitação popular e unidades de atenção especializadas em saúde.

De acordo com o Ziulkoski, uma atenção maior deve ser voltada para 9.492 obras em específico, que possuem chance de calote devido a classificação da União de "Restos a Pagar Não Processados", levando a insatisfação popular. "Isso para mim e uma das coisas mais serias do Brasil atualmente. A União promete recursos para investimentos, mas não está fazendo os pagamentos", comentou o executivo.

O estudo com 277 páginas e a relação de obras paradas podem ser acessados clicando aqui

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